VEJA AS NOVIDADES

3 de outubro de 2013

PREFEITO HOMENAGEIA RESISTENTES À DITADURA MILITAR, ENTRE ELES, MIGUEL ARRAES, FRANCISCO JULIÃO, AGASSIZ ALMEIDA E ELIZABETH TEIXEIRA.

Em evento realizado recentemente na cidade de Itabaiana, PB, no salão Maison  Finesse, na av. Brasília, foi lançado o livro, “João Pedro Teixeira : mártir do latifúndio”, do jornalista Nonato Nunes, o qual contou com o comparecimento de numeroso público, como também nomes representativos da região, inclusive o da  secretária Aracilba Rocha, representando o governador Ricardo Coutinho.

“Abrindo a solenidade, o prefeito Antônio Carlos, de Itabaiana, homenageou várias personalidades que se destacaram na resistência à ditadura militar de 64, entre eles, Miguel Arraes, Francisco Julião” in memoriam,” Agassiz Almeida e Elizabeth Teixeira.

Discursando o prefeito acentuou que o avanço democrático das conquistas dos povos depende do destemor e capacidade de luta de líderes que marcaram a história. Foi, daqui de Itabaiana, que as lutas camponesas deixaram o seu exemplo com a implantação do projeto de reforma agrária em Alagamar, no nosso município.

Com a palavra Elizabeth Teixeira, um verdadeiro  ícone da resistência democrática, destacou que o assassinato covarde do seu esposo João Pedro Teixeira visou deter as lutas camponesas pela reforma agrária. Jamais cederemos. Mesmo com o  peso da minha idade, eu continuo a luta de João Pedro Teixeira, e estarei sempre empunhando a bandeira que ele defendeu.

Ao discursar salientou Agassiz Almeida: Somos caminhantes da recente história da nação há mais de meio século. O que legamos àquela época com a criação das ligas camponesas e enfrentando o poderio do latifúndio? Despertamos a consciência  de milhões de trabalhadores rurais pelo país, oprimidos por  quatro séculos de servidão.

Eu com Agassiz Almeida
Acentuou o orador: o  escravo conseguiu a sua abolição pela  caneta de uma princesa, o camponês vem conquistando a sua libertação com sangue, suor e mortes.

Somos egressos das gerações de 60 e 70 do século passado; elas carregavam indignações contra as injustiças sociais. Hoje, como ontem, repelimos a forma egoísta e corrupta como as elites dirigem o país, dos municípios ao Governo Federal.

Eis a maior das violências: fechar hospitais, construir viadutos e obras faraônicas, em vez de se enfrentar os desafiadores problemas do país. Estas elites vivem por aí, entre a ostentação e o assalto aos dinheiros públicos, num verdadeiro circo de marionetes, no qual se dão as mãos o cinismo e a impunidade satisfeita.