VEJA AS NOVIDADES

26 de novembro de 2013

Homicídios crescem 286% em 10 anos na Paraíba, segundo estudo da UFCG.

Imagem Google
Um levantamento realizado pelo Núcleo de Estudos da Violência (Nevu) da Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) aponta um crescimento de 286% do número de homicídios na Paraíba nos últimos 10 anos.

Cruzando dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o professor José Maria Nóbrega, que coordena o Nevu, constatou ainda que os quatro maiores municípios do estado (João Pessoa, Campina Grande, Santa Rita e Patos) concentram 61% dos assassinatos.

De acordo com o estudo, a taxa de homicídios alcançou números preocupantes nas quatro cidades, especialmente em João Pessoa, que passou dos 31,94 assassinatos por 100 mil habitantes, em 2000, para 68,42, em 2010, e Santa Rita, na região metropolitana, que dos 25,89 em 2000, saltou para assombrosos 82,29 em 2010. A taxa nacional de homicídios é de 25,8.

Em João Pessoa, o número de homicídios saiu de 191 em 2000, para 495 em 2010, o que equivale a um aumento de 61,4% no percentual de mortes violentas, em uma década. Enquanto isso, a população aumentou de 597,9 mil para 723,5 mil, subindo 125,5 mil, no mesmo período, o que representa 17% de crescimento populacional; ou seja, só na Capital, o número de homicídios cresce cerca de quatro vezes mais que a quantidade de habitantes.

Em Campina Grande, a segunda maior cidade da Paraíba, a situação também é bastante alarmante. O número de homicídios saiu de 106 para 187, em dez anos, o que representa um aumento de 43,3% no percentual de assassinatos na cidade, que fica a 130 km da Capital. A população passou de 355,3 mil para 385,2 mil, na mesma década, ganhando cerca de 30 mil habitantes, ou seja, 7,7%. Nesse caso, a taxa de homicídios é quase sete vezes maior que o crescimento populacional de Campina.

Em Patos, a 305 km da Capital, no Sertão da Paraíba, os homicídios eram 21 em 2000 e passaram para 57 em 2010, um incremento de 63,1%, sete vezes maior que o crescimento populacional da cidade que ganhou pouco mais de 9 mil habitantes em 10 anos, que passou dos 91,7 mil para os 100,8 mil, ou seja, ganhos de 9%.

Segundo o pesquisador José Maria, “ocorreu uma verdadeira explosão dos homicídios na última década, com destaque para os anos de 2008, 2009 e 2010, quando os números superaram a cifra de mil mortes por agressão”, ressaltando os três anos que têm os maiores índices de assassinatos nas principais cidades do estado.

Fonte: Assessoria