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1 de abril de 2014

DIANTE DA ESCADA DA VIOLÊNCIA, MEU GRITO PROFÉTICO.

É lamentável que nossa Paraíba esteja se afogando, a cada dia que passa, nas águas turvas da violência. Esta cultura maldita de morte, como é notório, arrasa vidas humanas, escravizando-as, destruindo-as, impedindo-as de viver livremente, tranquilamente, dignamente. É um clamor ensurdecedor que chega aos ouvidos de Deus.

No sertão, a violência, com suas várias modalidades, tem seu assento, quer na cidade, quer no campo. Não escolhe idade nem lugar. Vai atingindo a todos e a todas. Até poderia dizer que a paz sertaneja está desaparecendo. O sossego está tornando-se coisa rara. E o povo está assustado, desesperado, com medo.

Como cidadão, mas sobretudo como pastor de um povo que anseia por paz, quero fazer meu veemente grito de alerta, visando chamar a atenção de todos segmentos representativos da sociedade e, sobretudo, das autoridades competentes para esse estado de coisa, que para mim já ultrapassou dos limites. A violência tornou-se, indubitavelmente, epidêmica.

Diante desse cenário macabro, que avança em extensão e profundidade, espero que os governantes ajam não com medidas paliativas, mas com Políticas Públicas de Segurança capazes de erradicar pela raiz os males causadores dessa sinistra realidade.

Vale ressaltar que “o combate à criminalidade e o problema violência não dependem apenas dos órgãos policiais”.

A sociedade não pode ficar refém da violência, para isso, tem que clamar, gritar, reivindicar, por segurança pública de qualidade. Aliás, trata-se de um direito inalienável do cidadão- que saibamos disso- consignado no artigo 6° da Constituição de 1988.

Que as igrejas cristãs e outras denominações religiosas assumam peremptoriamente uma postura profética diante desse cenário de horror. Se ficarmos calados, com medo, estamos indo na contramão de Jesus Cristo, que dissera: “eu vim para que todos tenham vida”.
Como cristãos, não pudemos ficar só na lamúria, nas conversas informais, na tristeza etc. Temos que partir para ação profética, denunciando e combatendo, sem medo, essa chaga social.

Pedra Branca-PB, em 31 de março de 2014.

Padre Djacy Brasileiro.