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2 de julho de 2014

'Acesso todo santo dia', diz paraibano que criou petição defendendo Orkut.

Um estudante paraibano criou uma petição online pedindo ao Google para não acabar com o Orkut e já contava, até as 10h desta quarta-feira (2), com mais de 65 mil assinaturas de pessoas de todo o mundo. "Acesso diariamente, todo santo dia, uso mais o Orkut do que o Facebook", declarou esperançoso em relação à manutenção dos debates virtuais dos quais participa na rede social, que será desativada em 30 de setembro. A meta do universitário Peter Shelton Alves, 23 anos, é chegar a 75 mil assinaturas.

"Solicitamos ao Google que não encerre o Orkut e se isso não for possível, solicitamos à empresa que ao menos preserve a principal característica que mantém essa rede social viva até hoje: o modelo de organização de fóruns em comunidades. Algo que não existe no Google Plus, cujas comunidades que existem se assemelham aos grupos do Facebook. Se o Orkut ainda teve algum movimento foi graças ao atual modelo de comunidades", declarou na motivação de seu pedido, publicado na segunda-feira (30).

 Usuários da Holanda, Argentina, Bélgica, Portugual, Estados Unidos e Brasil se manifestaram publicamente pela preservação do Orkut. Estudante de Comunicação Social na Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Peter defende que outras redes sociais não conseguem ter um sistema de comunidades que funcione tão bem quanto o Orkut, que ele usa desde 2006. Após perceber a mobilização em grupos de debate sobre o encerramento das atividades da rede social, criou a petição.

"Criei e fui para casa, tomar banho e jantar. Quando abri a internet depois, tive um susto, em menos de duas horas mais de oito mil pessoas já tinham assinado. Tenho uma conta ativa e, assim como muita gente, uso para participar de comunidades. Todas as redes têm seu público, gosto e interajo nas outras, mas o funcionamento dos debates não me satisfaz como os fóruns de comunidades no Orkut", explicou Peter.

 Apesar da recente deserção de usuários após a criação de outras redes sociais, o universitário complementa ainda que esse fator tornou a rede social ainda mais ativa por aqueles que continuavam a utilizá-la.

"Como muita gente saiu, ficamos à vontade para falar sobre o que queremos. As pessoas se tornaram mais livres e o Orkut permaneceu muito ativo. O pessoal se sentiu à vontade para tornar público o próprio nome ou para criar um avatar engraçado. Quando tenho algum assunto privado, vou para o Facebook. Mas quando é uma troca de mensagem mais rápida, via chat ou informes da universidade, por exemplo, uso o Orkut", assegura.

Fim do Orkut contava, até as 10h desta quarta-feira (2), com mais de 65 mil assinaturas de pessoas de todo o mundo. "Acesso diariamente, todo santo dia, uso mais o Orkut do que o Facebook", declarou esperançoso em relação à manutenção dos debates virtuais dos quais participa na rede social, que será desativada em 30 de setembro. A meta do universitário Peter Shelton Alves, 23 anos, é chegar a 75 mil assinaturas.

O Google anunciou nesta segunda-feira (30) que vai encerrar as atividades da rede social em todo o mundo no dia 30 de setembro. A empresa alega que o crescimento de suas outras comunidades superou o do Orkut e que, por isso, ele será descontinuado. "Dez anos atrás, o Google mergulhou pela primeira vez nas redes sociais por meio do Orkut, que nasceu como projeto experimental de um engenheiro que deu nome à rede", disse o diretor de engenharia do Google, Paulo Golgher, no blog da empresa no Brasil.

Como salvar o perfil

De acordo com o Google, os usuários existentes poderão exportar seus álbuns de fotos para o Google+, outra rede social da companhia, até 30 de setembro de 2014. Também será possível salvar, no computador, seus perfis, "scraps" (publicações de outros usuários deixadas na página), depoimentos e postagens usando a ferramenta Google Takeout. Isso poderá ser feito até setembro de 2016.

Fonte: G1 Paraíba