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29 de agosto de 2014

29 de agosto - Dia Nacional de Combate ao fumo - Cigarro ainda é grande vilão da saúde.

Quase todo mundo sabe os malefícios que o cigarro causa ao organismo, seus prejuízos no âmbito pessoal, profissional e social. Mesmo assim, muitos ainda não conseguiram dar um basta e dizer “não” à prática diária do fumo, que leva à dependência e ao vício. O primeiro passo, no entanto, é a força de vontade em querer parar. Foi o que Adriano Chedieck, designer, fez.
O designer se encaixa na redução apresentada pela Associação Brasileira da Pneumologia e Tisiologia. “Estudos publicados recentemente apontam que, na década de 1990, no Brasil houve redução de 33,2% para 15,2% de fumantes na população adulta, até 18 anos”, explica o clínico do Hapvida Saúde, Dimitri Mello.

O tabagismo ultrapassou gerações. Já foi sinônimo de sofisticação, mas hoje os que ainda persistem no vício estão confinados em pequenos espaços de restaurantes. “Essa redução mostra que as pessoas estão se conscientizando de que fumar é extremante prejudicial à saúde não só de quem fuma, mas também daqueles quem convivem com esse fumante”, ressalta o médico.

 De acordo com o médico, hábito de fumar está diretamente relacionado ao desenvolvimento de diversas doenças. “Um cigarro tem 4.720 substâncias nocivas à saúde. Nós temos mais de 50 doenças relacionadas ao tabagismo desde problemas cardiovasculares, dos sistemas digestivo, respiratório, gastresofágico e genitouninario, além das neoplasias malignas da cavidade oral, faringe, esôfago, pâncreas, cólon entre outros”, explica o médico.

 Mello destaca também os malefícios do cigarro durante a gravidez. “Fumar durante a gestação pode provocar má formações do feto, parto prematuro, descolamento da placenta, gravidez tubária e até abordo espontâneo e natimorto, quando o bebê nasce sem vida. Fumar também provoca o envelhecimento precoce da pele, osteoporose e doença periodontal”, esclarece.

 Para quem entendeu que fumar, além de dispendioso financeiramente, faz muito mal à saúde, o médico do Hapvida Saúde ressalta que há vários mecanismos para combater o vício. “Sempre que recebo um fumante no consultório pergunto o tempo que ele fuma e, rapidamente, tento mostrar o quanto ele já gastou com esse mau hábito. Alguns ficam inclusive muito impressionados o quanto já gastaram, pois são anos fumando. E quem quer parar, nós podemos fazer acompanhamento psicológico e também associar com medicamentos coadjuvantes no tratamento desse paciente, mas nada acontece se ele não tiver muita força de vontade”, conclui o Dimitri.

 Hora de parar

Adriano Chedieck parou de fumar há três anos e meio. Fumando durante 27 anos de sua vida, decidiu parar para conquistar a sua liberdade, perdida quando passou a ser dependente do tabaco. Mas, o caminho em busca da liberdade nem sempre é fácil. “Há dois anos sem fumar, estava na rede lendo, e me vi procurando instintivamente um cigarro e o cinzeiro. Então, é difícil. Até hoje sinto vontade, mas consigo dizer não sem me martelar. Percebi que existe vida melhor sem cigarro. Temos que ter força de vontade”, diz.

Adriano resume sua vida antes e após o cigarro com a palavra “liberdade”, além da saúde. “Sentia-me preso. Fumava duas carteiras de cigarro por dia. Isso quando estava calmo. Caso contrário, chegava a seis, quando bebia. Considerava-me um dependente. Adicto mesmo pelo cigarro.” Adriano lembra um episódio em que o vício falou mais alto. “Eram 3h da manhã quando acordei e me deparei sem cigarro algum em casa. Então, debaixo de chuva, senti a imensa necessidade de fumar e fui comprar.”

Em relação às diferenças antes e após a dependência do cigarro, Adriano sente a resposta no seu organismo. “Fôlego, sono, respiração, olfato, paladar etc. Em todos esses aspectos, senti nitidamente a melhora após o abandono do cigarro.”

 Adriano Chedieck lembra ainda quando estava na segunda semana sem fumar. “Sofria muito. Às vezes, passava cinco minutos martelando na minha cabeça a palavra cigarro. Foi quando fui apenas acompanhar um amigo a um Centro Espírita. Quando saí de lá, tive uma paz de espírito imensa e não senti vontade de fumar mais naquele dia.” Até hoje ele frequenta o Centro. Para o publicitário, essa experiência foi um bálsamo em sua vida. “E o mais engraçado é que não fui atrás. Aconteceu. Atualmente, considero-me um praticamente do espiritismo, pois devo muito à crença o meu abandono do cigarro.” Por fim, pontua: “Não aconselho ninguém a começar a fumar”.

Fonte: Pauta Assessoria de Comunicação 
Luana Ferreira
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