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15 de agosto de 2014

Entenda o perigo do excesso de sódio na alimentação e como substituir o sal de cozinha.

O sódio pode elevar a pressão arterial e causar problemas cardíacos e nos rins.

Entre 2011 e 2012, a indústria conseguiu retirar mais de 1,2 mil toneladas de sódio de alimentos industrializados. Os pães tipo bisnaguinha e de forma e o macarrão instantâneo tiveram uma redução de sódio na sua composição de quase 11% e de mais de 15%, respectivamente.
A iniciativa é resultado de um acordo voluntário entre o Ministério da Saúde e a Associação das Indústrias da Alimentação (Abia), que tem como objetivo reduzir em 1,8 mil toneladas dessa substância até o final de 2014.

O ministro da saúde Arthur Chioro acredita que a diminuição é bastante “expressiva” e disse que o objetivo da ação é evitar o consumo excessivo que é comum no país. Enquanto o recomendado é apenas 5 gramas por dia, o brasileiro consome mais que o dobro dessa quantidade, em média 12 gramas. A meta deste projeto é, portanto, reduzir em 28 mil toneladas de sódio 16 categorias de produtos industrializados até 2020.

Para a nutricionista Suzana Ribeiro, do sistema de saúde Hapvida, é de suma importância essa preocupação do Ministério da Saúde. O número de doenças crônicas que não são transmissíveis, como hipertensão, diabetes e obesidade, vem aumentando na sociedade, que é bastante ativa e opta pela a praticidade no dia a dia. “É importante então melhorar o perfil nutricional desses alimentos, só assim haverá mais benefícios para as famílias brasileiras”, explica.

O excesso de sódio no organismo, além de problemas cardíacos, que leva de infarto a acidente vascular cerebral (AVC), e também problemas renais, pode causar inchaço nas pernas e pés e em casos extremos paralisação dos órgãos e até o óbito. “Podemos substituir o sal, portanto, por temperos naturais como salsa, cebola, cebolinha, orégano, limão, coentro, alho, entre outros produtos da natureza”, sugere a nutricionista.

Segundo a especialista, a quantidade de sódio dos alimentos com certeza é um dos grandes vilões, mas, além disso, a maioria dos alimentos industrializados possui grande carga de conservantes, como o nitrato, que ao ser absorvido passa a ser nitrito, comprovadamente responsável pelo câncer.

O termo assinado pelo governo e pelos fabricantes prevê redução de sódio em outros alimentos industrializados, como requeijão cremoso, sopa instantânea, sopa pronta para consumo e para cozimento, queijo muçarela, empanados, hambúrguer, presunto embutido, linguiça fresca, linguiça cozida e salsicha.

“Cada alimento possui valores nutricionais diferentes de proteínas, carboidratos e fibras, porém a quantidade de sódio e de conservantes faz com que, em excesso, a qualidade desses produtos não seja adequada a uma alimentação saudável”, alerta a nutricionista. Suzana acredita que os industrializados devem ser utilizados em último caso, apenas como uma "válvula de escape" ou quando realmente se fizer necessário.

Com o acordo e a redução de sódio, o ministério prevê que diminuam em 15% as mortes por AVC (derrame) e em 10% as causadas por infarto.

Fonte: Luana Ferreira