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17 de janeiro de 2015

Brasileiro condenado à morte por tráfico é fuzilado na Indonésia.

Autoridades da Indonésia confirmaram na tarde deste sábado (17) a execução do carioca Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos. Ele foi fuzilado às 15h30 pelo horário de Brasília (00h30 no horário da Indonésia). O médico atestou a morte e a confirmou 15 minutos depois. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

Marcos é o primeiro cidadão brasileiro na história a ser executado por cumprimento de pena de morte. Ele foi preso em 2003 e condenado em 2004 por tráfico de drogas.

Além do brasileiro, outras cinco pessoas foram executadas - são elas: Ang Kiem Soel, de 62 anos, holandês; Daniel Enemuo, de 38 anos, nigeriano; Namona Denis, de 48 anos, malauiano; Rani Andriani, 39, indonésia; Tran Thi Bich Hanh, 27 anos, vietnamita.

Como funcionou a execução

A polícia conduziu os detentos individualmente até o local da execução. O condenado à morte pode escolher estar acompanhado por um líder espiritual de sua religião ou por seu advogado. Depois disso, o preso foi encapuzado, e teve os pés e as mãos amarrados a um tronco. Ele escolheu ficar em pé, sentado ou ajoelhado. Doze atiradores de elite formaram um semicírculo a uma distância entre 5 e 10 metros. O comandante da ação deu a ordem para que os tiros fossem disparados. Apenas três dos executores tinham armas carregadas, para que não seja possível identificar de onde partiu o tiro, que de fato matou o preso.

Entenda o Caso

Marco Archer Cardoso Moreira trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003 após tentar entrar na Indonésia pelo aeroporto de Jacarta com 13,4 kg de cocaína escondidos em uma asa delta desmontada. Na Indonésia, tal crime é punido com pena de morte.

No ano de 2005, os advogados de Marco Archer Cardoso Moreira  fizeram um pedido ao governo indonésio, mas o pleito foi negado. Em 2012, a presidente Dilma entregou uma carta ao governo do país pedindo que ele não fosse morto - iniciando as tentativas para o cancelamento da execução. 

Nos últimos dias que antecederam a execução do brasileiro Marco Moreira, a presidenta Dilma Rousseff fez um apelo ao presidente da Indonésia, Joko Widodo, em favor de Marcos e de outro brasileiro, o Rodrigo Muxfeldt Gularte, também condenado por tráfico. Widodo respondeu que não poderia atender ao apelo de Dilma. O presidente indonésio ressaltou que todos os trâmites jurídicos foram seguidos conforme as leis do país e que os brasileiros tiveram garantido o devido processo legal. As informações foram divulgadas em nota pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República.

O paranaense Rodrigo Gularte, de 42 anos, continua no corredor da morte no País, e teve o pedido de clemência rejeitado pelo governo da Indonésia. A data da execução não foi divulgada.