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6 de maio de 2015

Usuários devem estar atentos a exposição de fotos e vídeos nas Rede Sociais.

Apesar de diversos casos de vazamento de fotos íntimas expostas sem sua autorização na internet, serem os que ganham notoriedade na mídia, o problema tem sido cada vez mais comum com pessoas normais e famosos. A falta de cuidado com arquivos que contêm informações sensíveis pode acabar custando caro, causando danos irreparáveis, já que é quase impossível retirar totalmente o conteúdo da internet uma vez que ele foi publicado nas Rede Sociais e mídia. Vai Algumas Dicas;


Evite assistências técnicas "genéricas"

Se você é uma pessoa pública ou não, os especialistas fazem coro para alertar: evite levar seu computador, celular ou tablet para conserto em empresas que não são reconhecidas no mercado, que foram indicadas "pelo amigo do amigo do amigo". "Empresas especializadas vão respeitar a confidencialidade da informação, assinar um termo de responsabilidade junto ao usuário".

Privacidade exposta: Isso pode acontecer com qualquer um.

A primeira dica é a mais óbvia: evite produzir fotos de si mesmo em situações (para lá) de íntimas. Os hábito de gravarem vídeos e fotos de sua intimidade não é acompanhado do cuidado em manter esses arquivos longe de terceiros. "Isso é cada vez mais recorrente.

A maioria dos casos no Brasil que vão parar na Justiça por conta desse vazamento de informação. "A sensação de impunidade que as pessoas têm na frente do computador ainda é muito grande, as pessoas acham que estão no anonimato, o que contribui ainda mais para a prática".

Não confie em redes Wi-Fi públicas

Para quem usa smartphones e tablets, encontrar uma rede de internet sem fio pública é motivo de alegria (e economia do plano de dados 3G). Mas é preciso ter muita cautela ao se conectar ao Wi-Fi aberto.

"Se o usuário não tem uma solução de criptografia, o que é o mais comum, deve evitar o Wi-Fi público. Não dá para saber se por trás dessa rede existem geradores que conseguem "ler" tudo o que é trafegado naquele ponto de acesso", avisa Patrick Faria, especialista em segurança da informação da Módulo. Dessa forma, se alguma informação sensível for enviada pelo Wi-Fi público, pode ser capturada e reproduzida.

Minhas fotos, vídeos ou dados foram parar na internet. E agora?

O primeiro passo, indica a advogada Gisele Arantes, é tentar remover esse conteúdo da internet, procurando os provedores (como, por exemplo, sites de busca). "Você, por meio de um advogado, notifica os provedores. A partir dessa notificação, eles também passam a ser responsáveis pela divulgação daquele material, você avisou a empresa que alguém está usando o serviço dela para cometer ilícitos."

Segundo Gisele, também é possível procurar uma delegacia, além de entrar com uma ação para que sejam revelados os registros eletrônicos que identificam as pessoas responsáveis pela divulgação do material na internet.

Para isso, lembra Faria, é preciso preservar a prova, principalmente se o conteúdo "vazou" de um dispositivo pessoal. "Evite mexer no computador porque isso pode prejudicar a investigação forense, com a perda da prova do acesso."

Após isso, a vítima deve buscar a reparação de danos, que pode ocorrer tanto na esfera cível como na criminal, dependendo do caso. 

"Dificilmente você vai conseguir eliminar o conteúdo totalmente da internet, mas pelo menos dos sites mais acessados vai conseguir", avisa Gisele, que revela ainda que a indenização conseguida por algumas vítimas é alta – em casos recentes tiveram de indenizar em R$ 50 mil e R$ 10 mil as fotos íntimas publicadas na internet sem autorização.

Fonte: Gazeta do Povo com o Blog Click Conexão.