VEJA AS NOVIDADES

15 de dezembro de 2015

EUA JÁ PREPARAM CAÇAS DO FUTURO.

As forças armadas dos Estados Unidos já possuem algumas das aeronaves de combate mais avançadas do mundo, como é o caso do caça F-22 Raptor, considerado o mais avançado da atualidade. 

No entanto, apesar de vasto arsenal de alta tecnologia, o Pentágono já está pensando nos aviões militares de sexta geração, que devem entrar em operação até 2040.


A Boeing e a Northrop Grumman apresentaram neste mês os primeiro esboços que atendem aos programas “F/A-XX”, da Marinha dos EUA (US Navy), e o “Air Force Next Gen Air Dominance”, da Força Aérea (USAF). Serão aviões bem diferentes dos atuais, com novas configurações de asas e sistemas de arma que ainda nem existem.

Além de substituir o F-22, o futuro caça norte-americano também deverá entrar no lugar do F-15 Eagle, atualmente o principal caça da USAF, e o F-18 Super Hornet, que é o principal meio de ataque aéreo do US Navy. Além disso, a longo prazo, também é prevista a substituição do recém-incorporado F-35, aeronave que também é fabricada em versão para pousos e decolagens verticais.

As armas na nova geração

O plano dos EUA com os caças de sexta geração é aumentar a precisão de seus ataques e assim diminuir os efeitos colaterais que um bombardeiro pode causar. Por isso, em vez de mísseis ou bombas, o novo avião de combate norte-americano poderá utilizar um revolucionário sistema: canhões de laser. Esse recurso poderá ser utilizado tanto para abater aeronaves hostis como também realizar investidas de alta precisão, até mesmo contra apenas um indivíduo.

A aeronave futurista também será projetada para ser invisível aos radares, o que permite voar sobre um território sem ser detectado e realizar ataques furtivos – essa tecnologia é conhecida como “Stealth” (“Furtivo”) e está presente nos caças F-22 e F-35. O requisito para o novo avião ainda pede velocidades supersônicas com motores de baixo consumo e alta manobrabilidade.

Apesar do avanço das aeronaves não-tripuladas, o futuro caça dos EUA ainda prevê a presença de pilotos no comando, diferentemente do projeto para o futuro bombardeiro da USAF, que prevê a construção de versões tripuladas ou controladas remotamente.

As fabricantes que apresentaram seus projetos ainda esperam o aval do Pentágono, que ainda não escolheu a proposta mais adequada para renovar seu arsenal de caças no futuro. No entanto, ainda há uma série de incertezas sobre o projeto, principalmente quanto a questões de orçamento e prazo, como aponta o site The National Interest.

Devido a complexidade do pedido das forças armadas, autoridades do país acreditam que o projeto pode não ficar pronto até 2040, mesmo sendo uma data ainda tão distante. Nesse meio tempo, para não perder sua efetividade, os caças da frota atual poderão passar por atualizações para se manterem eficientes pelo menos pelas próximas duas décadas, como já foi proposto ao modelos F-15 e F-16 Falcon.

Fonte: Airway