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20 de dezembro de 2015

Jornalistas pela democracia, inclusive nas comunicações!

Temos acompanhado diariamente o desenrolar dos fatos políticos no Brasil quanto às denúncias (várias já comprovadas) de envolvimento de partidos políticos, parlamentares e membros do Poder Executivo em escândalos de corrupção e desvio das normas da administração pública.

Neste contexto, dois fatos se destacam: o pedido de impeachment da presidenta da República, Dilma Rousseff, e o pedido de cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha.
Este, aliás, conduziu diversas manobras para impedir o julgamento do seu caso na Comissão de Ética e continua dando andamento ao pedido de impeachment por retaliação política e de maneira arbitrária.

No caso de Dilma, identificamos claramente uma orquestração de interesses para derrubar a presidenta eleita pela maioria do povo brasileiro em 2014. Além da total inconsistência jurídica dos argumentos que fundamentam o pedido de impeachment, amplos setores conservadores têm hasteado esta bandeira, incluindo a oposição derrotada nas últimas eleições, fascistas saudosos da Ditadura Militar, a nata do capital industrial brasileiro (representada pela Federação das Indústrias de São Paulo), o insuspeito Eduardo Cunha e a grande mídia.

Sim, a grande mídia. Esta que é uma das mais monopolizadas do mundo, tendo dez grupos/famílias dominando todo o mercado de TV, jornais, revistas e portais de internet, contando ainda com milhares de rádios espalhadas pelo País a serviços das oligarquias locais.

Ou seja, apesar de falar em democracia, a grande mídia é profundamente concentrada, antidemocrática, realiza uma cobertura direcionada sobre os casos de corrupção e age, inclusive, como canal de mobilização para protestos contra o Governo Federal.

Sendo assim, o Sindicato dos Jornalistas da Paraíba, ao passo que defende a plena democracia na política, aponta para a necessidade urgente de democratizarmos os meios de comunicação no Brasil. Reforçamos ainda as palavras de nossa entidade maior, a Fenaj, ao se dirigir a todos os colegas de profissão: “Os jornalistas brasileiros não devem se curvar a eventuais pressões de empresários autoritários ou inescrupulosos. Ao contrário, devem honrar o compromisso primeiro do Jornalismo, que é a busca da verdade”.

Não comungamos com a política de ajuste fiscal implementada pelo governo de Dilma, uma vez que joga todo o peso da crise econômica nas costas do povo trabalhador, nem tampouco com a inação dos últimos governos em relação ao tema das comunicações, em especial após a realização da 1ª Confecom, em 2009.

Portanto, defesa da democracia, dos direitos dos trabalhadores e de uma comunicação que sirva aos interesses do povo brasileiro: estas serão as pautas levantadas pelo SINDJOR-PB hoje, amanhã e sempre.

João Pessoa-PB,
16 de dezembro de 2015