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23 de dezembro de 2015

Número de casos suspeitos de microcefalia passa de 400 na Paraíba.

O número de casos notificados por suspeita de microcefalia já passam de 400 na Paraíba. Os dados divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) e pelo Ministério da Saúde (MS), nesta terça-feira (22), no entanto, divergem em relação aos casos notificados até 19 de dezembro. Para a SES, são 425 suspeitas, enquanto que o MS diz que são 429.


Os dois órgãos também divergem em relação ao número de municípios atingidos. Segundo a Saúde Estadual, são 72 cidades com casos notificados. O órgão federal, por sua vez, diz que são 69. A SES informou ainda que, do total de casos notificados até o momento, 21 foram confirmados, 30 descartados e os demais 374 continuam em investigação pelas secretarias municipais de saúde. O MS não divulgou números de casos confirmados.

O último balanço, divulgado no dia 15 de dezembro, registrou 371 notificações no estado, distribuídos em 64 municípios. Entre esses casos, 19 eram confirmados e em outros 30 casos foi descartada a relação da malformação com o zika vírus.

Neste período, cinco casos suspeitos evoluíram para morte – quatro infantis e uma fetal - cujas mães são residentes dos municípios de Piancó (1), Conde (1) e João Pessoa (3). Após a conclusão da investigação, em uma morte infantil foi descartada a relação com o zika vírus. Os demais estão em investigação.

Segundo o tipo de detecção, 88% (373/425) das notificações foram de recém-nascidos, 51 fetos com alterações do sistema nervoso central (12%) e um natimorto.

Dois casos já haviam sido confirmados em gestantes residentes no município de Juazeirinho, cujos fetos apresentaram microcefalia e diagnósticos laboratoriais conclusivos para vírus zika pelo método de Reação da Transcriptase Reversa, seguida de reação em cadeia da polimerase (RT-PCR) em amostra de líquido amniótico.

Municípios

De acordo com o Boletim Epidemiológico Nº 5 da SES, a Região Metropolitana de João Pessoa contabiliza 70% do número de casos suspeitos. João Pessoa se mantém como o município com maior número, num total de 204 casos, sendo também o município que mais revisou prontuários, realizando busca ativa retrospectiva nos atendimentos das maternidades públicas.

O Conde segue com 16 casos, Bayeux com 14, Alhandra com 13, Caaporã 11 casos e Pedras de Fogo contabilizou 10 casos. Já o município de Pitimbu está com nove casos suspeitos, Cabedelo também com nove casos, Santa Rita com seis casos, Rio Tinto cinco casos e Lucena um caso.

“A SES-PB está apoiando os municípios para dar celeridade à investigação dos casos suspeitos. Nossa equipe reforça a importância da notificação de novos casos, seguindo os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde”, enfatizou a gerente executiva de Vigilância em Saúde da SES, Renata Nóbrega.

“A maioria das notificações feitas até então foi realizada baseada, apenas, na medida do perímetro cefálico (PC) igual ou inferior a 33 centímetros, independentemente da mãe relatar ou não sinais ou sintomas de doenças infecciosas durante a gravidez e de exames complementares. Portanto, trata-se de uma triagem de crianças nascidas a partir de 1º de agosto, que se enquadram na definição de caso suspeito, a fim de possibilitar o desencadeamento da investigação e, com isso, concluir um diagnóstico final de confirmação ou descarte de malformação congênita relacionada ao vírus Zika, conforme protocolo clínico do Ministério da Saúde”, explicou Renata Nóbrega.
O Ministério da Saúde confirmou no dia 28 de novembro a relação entre o zika vírus e o surto de microcefalia na região Nordeste. O Instituto Evandro Chagas, órgão do MS em Belém (PA), encaminhou o resultado de exames realizados em um bebê, nascido no Ceará, com microcefalia e outras malformações congênitas. Em amostras de sangue e tecidos foi identificada a presença do Zika vírus.

Fone: G1 Paraíba