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28 de janeiro de 2016

Em SC, Temer afirma que PMDB terá candidato próprio em 2018.

Em visita a Santa Catarina na tarde desta quinta-feira (28), o vice-presidente Michel Temer, presidente nacional do PMDB, afirmou que o partido terá um candidato próprio para presidente em 2018. A declaração foi dada uma semana após a primeira reunião entre Temer e a presidente Dilma Rousseff – desde o fim do ano passado, os dois têm passado por momentos delicados na relação institucional. 

Em julho de 2016, durante encontro com advogados norte-americanos em Nova York,
Temer, havia afirmado que o PMDB poderia deixar o governo “um dia qualquer” caso decidisse ter candidato próprio ao Palácio do Planalto em 2018. Desta vez, o vice-presidente foi mais incisivo e disse assegurar que a sigla terá um nome próprio.

"Eu asseguro: em 2018 nós vamos ter um candidato à presidência da República", disse Temer nesta quinta em coletiva na Assembleia Legistativa de Santa Catarina. “Nós vamos lançá-lo [candidato] em 2018 e vamos assegurar a governabilidade do país nesse período [até 2018]”, completou o vice de Dilma.



A relação entre Dilma e Temer sofreu um abalo em dezembro, quando o vice enviou uma carta à presidente na qual afirmou que ela não confia nele. No texto, ele relacionou episódios que, segundo escreveu, evidenciavam isso.

Após a carta, Dilma e Temer afirmaram que a relação entre ambos passaria a ser “institucional”. No início deste mês, Temer declarou que terá uma relação "harmoniosa" com Dilma em 2016. Na semana passada, em café da manhã com jornalistas, perguntada sobre Temer, a presidente disse ter “toda consideração” por ele.

Viagens pelo país

Temer começou nesta quinta (28) uma série de viagens pelo país para se reunir com dirigentes locais do PMDB, parlamentares e empresários. Pela manhã, ele teve compromissos em Curitiba.

O vice-presidente, que chegou a Florianópolis por volta das 15h30, passou primeiro pela Assembleia Legislativa de Santa Catarina e seguiu para a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc).
Dilma e economia

Na Alesc, Temer falou nesta quinta-feira sobre o governo Dilma e sobre a situação econômica do país. "Primeiro, ela [Dilma] está fazendo todo o esforço para sair disso [situação de crise]. Ainda agora há uma reunião do Conselho de Desenvolvimento com vistas a que se ouça a sociedade. Na verdade, ela está pretendendo ouvir os vários setores sociais e nós todos temos que torcer para que, neste ano, nós possamos sair dessa crise”. 



Temer negou que o país viva uma crise "institucional". “Não é de agora que eu tenho dito que há uma crise intensa no país, mas é uma crise econômica e uma crise política, não é uma crise institucional. A gravidade está exatamente na crise institucional. Esta crise, nós não temos. Então eu creio que neste ano ainda nós vamos conseguir sair dessa crise. Pelo menos o PMDB vai trabalhar para isso”.
Eleições 2016

O vice-presidente falou sobre as eleições municipais deste ano. “Nós agora, na campanha municipal, queremos reforçar muito a autonomia municipal. Olhe bem, isso passa por uma reforma condicional que nós vamos pregar, ao lado das teses do programa ‘Ponte para o futuro’, para termos uma coisa programática durante essa campanha”, disse Temer.
Unidade do PMDB

Temer falou ainda que seu partido está em busca da "unidade nacional". “Nós estamos levando em conta este valor supremo que nós todos temos que ter em conta, que é o valor “país”. E nisso nós estamos chamando a todos, inclusive conversando muitas vezes com setores da oposição. É evidente que todos têm que colaborar para isso”, afirmou o vice-presidente.

Fonte: G1