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29 de março de 2016

Com a saída do PMDB, base aliada do governo fica mais enxuta.

Com a confirmação da saída do PMDB do governo nesta terça-feira (29), a base aliada da presidente Dilma Rousseff ficará mais enxuta: sem contar o PT, restarão ainda seis partidos apoiando o governo. O PRB já deixou a base governista.

A menor quantidade de legendas coligadas ao governo se traduz na redução da representatividade dos membros.
Depois do PT, que conta com 58 deputados e 12 senadores, a legenda com o maior número de deputados é o Partido Progressista, com 49 membros na Câmara e senadores, mas que ameaça deixar a base aliada em uma assembleia marcada para quarta-feira (30), seguindo o rastro do PMDB.

Sem o PMDB, a base aliada do governo conta com: 216 dos 513 membros da Câmara dos Deputados

26 dos 81 membros do Senado

26 dos 65 deputados que compõem a comissão do impeachment

Para efeitos de comparação, em 1º de janeiro de 2014, a base aliada do governo compunha a maioria da Câmara e do Senado, com 304 deputados e 47 senadores.

Números do impeachment

O governo precisa de 171 votos contrários na Câmara dos Deputados para barrar o impeachment. Para que o processo avance, são necessários no mínimo 320 votos favoráveis, o que representa dois terços da Câmara. No Senado, também é preciso dois terços de votos favoráveis para que o processo continue --ou seja, 54 senadores devem apoiar o impeachment.

É preciso lembrar que, apesar de um partido fazer parte da base aliada, não há garantia de fidelidade por parte dos seus membros na hora de uma votação. Ou seja, os 216 deputados que compõem hoje a base do governo na Câmara não significam o mesmo número de votos contrários ao impeachment. É o caso do PSD, que já liberou a bancada para votar como quiser na questão do impeachment.

Por outro lado, os representantes do PCdoB e PDT, principais aliados do PT, devem votar em peso contra o impeachment.

PT (PARTIDO DOS TRABALHADORES)

O partido da presidente Dilma Rousseff conta com a maior bancada na Câmara: são 58 deputados em exercício. O PT possui também 12 senadores e quatro ministérios, além de ocupar duas secretarias (Comunicação e Governo) e três órgãos (Advocacia Geral da União, Casa Civil e Controladoria Geral da União) com status de ministério.

PP (PARTIDO PROGRESSISTA)

Com a saída do PMDB, o Partido Progressista, que é a quarta maior legenda do Brasil, só fica atrás do PT na base aliada. Com 49 deputados em exercício e somente um ministério (Integração Nacional), o PP conta com cinco deputados na comissão do impeachment, entre eles Paulo Maluf. O partido também ocupa seis cadeiras no Senado.

PR (PARTIDO DA REPÚBLICA)

Com 40 deputados em exercício (quatro deles na comissão do impeachment) e quatro senadores, o PR é o partido de Tiririca, eleito deputado em 2014 com mais de 1 milhão de votos. O Partido da República ocupa também o Ministério dos Transportes.

PSD (PARTIDO SOCIAL DEMOCRÁTICO)

Com 31 cadeiras na Câmara dos Deputados e com quatro integrantes na comissão do impeachment --entre eles o presidente da comissão, Rogério Rosso (foto)-- o Partido Social Democrático é um dos principais membros da base aliada. O PSD ocupa três cadeiras no Senado e apenas um ministério, o das Cidades, dirigido por Gilberto Kassab.

PDT (PARTIDO DEMOCRATICO TRABALHISTA)

Fundado na década de 1970, o PDT possui atualmente 20 deputados em exercício, sendo que dois deles são titulares na comissão do impeachment. Com quatro senadores --entre eles, Telmário Mota (foto), relator do pedido de cassação de Delcídio do Amaral (sem partido-MS)-- a legenda também ocupa o Ministério das Comunicações.

PC do B (PARTIDO COMUNISTA DO BRASIL)

Fundado em 1922, o PC do B possui atualmente 13 deputados em exercício, mas apenas um deles é titular na comissão do impeachment. O partido conta com apenas uma cadeira no Senado. A sigla ocupa o Ministério da Defesa e assumiu recentemente o Ministério do Esporte.

PROS (PARTIDO REPUBLICANO DA ORDEM SOCIAL)

Fundado em 2010, o PROS conta com cinco deputados em exercício, dois deles na comissão do impeachment. O partido ocupava, até recentemente, o Ministério do Esporte. No final de 2015, o PROS causou polêmica ao gastar R$ 2,4 milhões de verbas públicas para adquirir um helicóptero Robinson R66 

Fonte: Redação com UOL