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10 de maio de 2016

Protestos contra impeachment param ônibus, trens e rodovias na Paraíba.

Manifestantes contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff fecharam, nas primeiras horas desta terça-feira (10), a garagem da empresa de ônibus Unitrans, que presta o serviço de transporte público, no bairro do José Américo, em João Pessoa, bloquearam dois trechos da BR-230, nos dois sentidos da rodovia federal que liga a capital paraibana ao interior do estado, e interditaram as linhas de trens nas estações da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) em João Pessoa e em Santa Rita.
A via Acesso Oeste, em João Pessoa, também foi bloqueada no início da manhã desta terça. Não foram divulgadas esrtimativas sobre números de participantes


Os manifestantes que bloquearam a garagem da Unitrans permitiram inicialmente a saída de apenas 10 veículos para atender os passageiros. De acordo com a Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana de João Pessoa (Semob), o portão da garagem de ônibus foi liberado às 8h22 desta terça-feira. A CBTU informou que as estações foram liberadas e os trens urbanos de João Pessoa voltaram a circular às 10h10 desta terça-feira.

Em nota, a Unitrans informou que lamenta os transtornos causados aos seus passageiros no início da manhã desta terça-feira até as 8h30, causados em função do protesto realizado por movimentos sociais em frente à garagem, impedindo a saída e entrada dos ônibus escalados para a realização das respectivas viagens. "Por outro lado, informamos que o protesto constou tão somente na interdição da garagem, portanto sem violência nem danos ao patrimônio das empresas. Por fim, feliz pelo retorno à normalidade, com a liberação da garagem às 8h30, reitera seu compromisso de bem servir à população da cidade de João Pessoa e seus passageiros".

De acordo com a Semob, por volta das 10h56 os manifestantes interditaram o trecho do anel da lagoa do Parque Solón de Lucena, no Centro de João Pessoa. O órgão informou que às 12h09 o acesso dos ônibus às plataformas da lagoa, que havia sido interditado pelos manifestantes, foi liberado. Os manifestantes caminharam pela Avenida Pedro II e ocuparam o Ponto de Cem Réis às 12h22, também segundo a Semob.

Segundo a organização, às 15h os manifestantes se concentraram no Sindicato da Construção Civil (Sintricom) e, em seguida, às 17h, o ato foi encerrado com uma plenária de avaliação do movimento. A reunião iria acontecer no ponto Ponto de Cem Réis, mas foi transferida para a sede do Sintricom. "Essa plenária foi de avaliação, fizemos um balanço, e na quinta-feira vamos refletir como vai ser daqui para frente", comentou Gleyson Ricardo, que faz parte da coordenação da Frente Brasil Popular.

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) confirmou no início da manhã que dois pontos da BR-230, em João Pessoa e em Campina Grande, estavam interditados. Às 9h, o trecho no km 35 na divisa dos municípios de Bayeux e Santa Rita, na Grande João Pessoa, havia sido parcialmente liberada, com o fluxo seguindo pelo acostamento da rodovia.

Segundo informações do movimento Frente Brasil Popular, responsável por convocar os protestos, rodovias nas cidades de Sumé, Patos e Sousa também foram fechadas. As intedições nas cidades de Patos e Sousa foram negadas pela PRF.  Às 12h07, a PRF confirmou uma interdição na BR-412, entre as cidades de Sumé e Monteiro, na região Cariri da Paraíba. Às 14h22, todos os trechos que haviam sido bloqueados na Paraíba já estavam liberados.

Além da Frente Brasil Popular, as manifestações têm a participação da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e sindicatos. O movimento não informou estimativa de manifestantes.

De acordo com a assessoria da Frente Brasil Popular, as manifestações são para propor uma reflexão a respeito da situação política e econômica do Brasil. Ainda de acordo com o movimento, protestos foram pontuais e tinham horas específicas para acabar.

Protestos em Campina Grande

Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em Campina Grande duas rodovias federais foram interditadas. Na BR-230 os manifestantes fecharam a entrada e saída para o litoral paraibano, próximo à avenida Brasília. Por conta do bloqueio alguns motoristas usaram a contramão da rodovia para fugir do congestionamento.

“É um ato da Frente Brasil Popular contra o golpe que acontece em todo o Brasil. Queremos pressionar os senadores que irão votar amanhã sobre o impeachment de Dilma”, disse a manifestante Paula Adissi, que está a frente do movimento.

Outro ponto fechado foi na BR-104, na saída de Campina Grande para o Brejo paraibano. Os manifestantes queimaram pneus e impediram a passagem de veículos. De acordo com a PRF, houve princípio de tumulto entre os integrantes do protesto e motorista que exigiam a liberação da via. A interdição na BR-104, em Campina Grande durou pouco mais de uma hora. Segundo Ana Patrícia Sampaio, uma das coordenadoras do ato, houve um princípio de tumulto.

“Nós fechamos a rodovia queimando pneus e fazendo barreira humana. Nosso protesto é contra esse impeachment que é um golpe contra a presidente do Brasil. Alguns dos motoristas estavam muito violentos e quando os pneus acabaram nós decidimos liberar a via”, disse ela.

Segundo o Centro Integrado de Operações da Polícia Militar, o órgão foi acionado pela PRF solicitando apoio. Na BR-2330 a situação seguia dentro do controle até 8h. O Corpo de Bombeiros recebeu um chamando para conter chamas e limpar a pista da BR-104, na saída de Campina Grande para o Brejo paraibano.

Fonte: G1 Paraíba