11 de agosto de 2016

Chuva de meteoros atinge ápice e pode ser vista na PB; veja dicas de observação.

A impressionante chuva de meteoros Perseidas chega a sua máxima atividade e poderá ser observada em todo planeta a partir desta quinta-feira (11). No Nordeste brasileiro, a vista costuma ser bastante privilegiada e, por esse motivo, astrônomos profissionais e amadores planejam montar estruturas para contemplação e registro do fenômeno em dois municípios paraibanos. Os encontros acontecem nesta sexta-feira (12) e sábado (13), em Boqueirão, no Cariri da Paraíba, e Princesa Isabel, Sertão do estado.  


Em cidades do interior, onde o céu costuma ser mais escuro e limpo, a visualização da chuva de meteoro é mais fácil.  "A luminosidade do ambiente costuma interferir de forma negativa na observação, então é indicado para quem deseja contemplar uma chuva de meteoro procurar lugares com céu mais escuro", aconselha o empresário e astrônomo amador Marcelo Zurita, da Associação Paraibana de Astronomia.

De acordo com ele, a chuva Perseidas normalmente permite visualização de 100 meteoros por hora, mas a previsão é de que haja um ‘surto’ este ano. Zurita explica ainda que o fenômeno começa à meia-noite, mas se intensifica às 2h e atinge pico às 4h30. Para quem está em países do hemisfério sul, como é o caso do Brasil, a dica para observar a chuva de meteoros é olhar em direção ao norte do horizonte.

“É provável que o número dobre ou triplique. Estamos bem animados, pois a observação desse fenômeno é muito favorável no Nordeste do Brasil. No ano passado, por exemplo, conseguimos registrar imagens aqui na Paraíba muito semelhantes às feitas no continente europeu”, conta.

O 'surto' é esperado porque, segundo estudiosos, as partículas vão penetrar a Terra em uma área mais densa, fazendo com que a chuva atinja maiores proporções. Ainda de acordo com os estudos, esta será a maior chuva de Perseidas registrada em oito anos. 

O pico do fenômeno ocorrido em 2015 foi registrado por câmeras da Bramon, rede colaborativa de astrônomos profissionais e amadores brasileiros. Na Paraíba, a entidade mantém sete estações de monitoramento, em João Pessoa, Campina Grande e Princesa Isabel.

Fonte: Portal Correio