22 de janeiro de 2017

CASO DO AGENTE DE TRÂNSITO: Internautas comparam decisões de desembargador em casos de JP.

Diante do Habeas Corpus concedido pelo desembargador Joás de Brito Pereira Filho, a Rodolpho Carlos, suspeito de atropelar o agente de trânsito Diogo Nascimento na madrugada do último sábado (21), durante blitz da Operação Lei Seca, internautas levantaram, nas redes sociais um paralelo entre a resolução do desembargador na madrugada deste domingo (22) e a que foi tomada pelo mesmo diante do pedido de Habeas Corpus de João Paulo Barbalho Inácio da Silva, preso, acusado de ter provocado o acidente que culminou com a morte de Bruno Fonseca ocorrida no dia 10 de novembro de 2013, no bairro de Bessa, em João Pessoa.
No salvo-conduto datado deste domingo, o desembargador determina que o mandado de prisão temporária expedido pela juíza Andréa Arcoverde Cavalcanti Vaz seja suspenso, haja vista, segundo o documento, não existe "justa causa a justificar o cerceamento do direito de locomoção, ressalvados fatos novos justificadores da medida extrema", já diante do pedido de Habeas Corpus de João Paulo Barbalho, em 2013, o magistrado ressaltou que diante da inexistência dos "requisitos exigidos para a concessão da liminar" a mesma deveria ser indeferida.

Relembre o acidente de 2013


Um grave acidente resultou na morte do construtor Bruno Fonseca, de 35 anos na manhã do dia 10 de novembro de 2013. A esposa da vítima, Priscila Raquel de Melo, 30 foi socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma. O acidente teria sido provocado pelo jovem identificado por João Paulo Barbalho Inácio da Silva, de 28 anos que dirigia uma camioneta Mitsubishi e foi detido após o acidente pela polícia.

O acidente aconteceu por volta das 8h no cruzamento das avenidas Tertuliano de Castro e Ostencio Osterno Carneiro, no bairro do Bessa. O veículo dirigido por João Paulo, que estava com outro adolescente entrou no cruzamento em alta velocidade batendo na lateral do veículo Siena dirigido por Bruno Fonseca. Os dois veículos capotaram.

O casal se dirigia para uma igreja evangélica no bairro do Bessa. O construtor teve morte no local. Moradores das proximidades do acidente ainda tentaram linchar os dois jovens quando iriam fugir do local, mas foram impedidos pela polícia. João Paulo foi levado para a 12ª Delegacia Integrada, no bairro do Bessa, onde foi autuado em flagrante pelo delegado Deusdedit Leitão, titular do Distrito Integrado de Segurança Pública da Paraíba (Disp), no bairro de Manaíra.

Testemunhas disseram aos policiais que os dois jovens, ocupantes do veículo, foram vistos ingerindo bebida alcoólica em posto de combustíveis próximo ao local do acidente.


Fonte: PB Agora