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4 de outubro de 2017

PARAÍBA: José Maranhão exalta importância do DNOCS na luta contra os efeitos da seca.

Em discurso no plenário do Senado Federal nesta quarta-feira, José Maranhão disse que o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas – DNOCS, prestes a completar 100 anos de existência, vive um período difícil, quase agonizante. Ao descrever o DNOCS como “uma das instituições mais importantes do serviço público brasileiro e mais importante para o Nordeste”, o senador destacou que mais do que qualquer outro na história republicana, o DNOCS “cumpriu um papel fundamental no capítulo da integração nacional e no capítulo humano da criação de condições adequadas para que o Nordeste conseguisse sobreviver aos fenômenos climáticos periódicos que acometem em tempos e de forma repetida os nordestinos”.


O senador pede apoio ao órgão com mais recursos e renovação do quadro de servidores técnicos, “para que os novos, na convivência com os mais velhos enriqueçam seu conhecimento e vivência e também, posteriormente, transmitam para os que os sucederem, nesse ciclo que faz a vida, de renovação. E, com isso, faça-nos nordestinos, brasileiros, a permanecermos em nosso local, na terra em que nascemos, com qualidade de vida e dignidade, verdadeiramente cidadãos e cidadãs desta rica região do nosso País”, salientou.

Como acervo de obras do DNOCS, José Maranhão citou a construção de rodovias, ferrovias, campo de pouso, aeroportos, portos, a implantação de redes de energia elétrica, ações de abastecimento de água, açudagem, irrigação, piscicultura, entre outros. As realizações do DNOCS, desde 1909, envolvem 1 mil 133 municípios, com uma população de quase 21 milhões de habitantes, correspondente ao Polígono das Secas. Foram construídos 323 açudes públicos, com capacidade de acumulação total de 28 bilhões de metros cúbicos de água; implantados outros 622 açudes, perfurados mais de 29 mil poços tubulares profundos, com m índice de aproveitamento de 90%. O DNOCS ainda contabiliza a implantação de 177 sistemas de abastecimento público de água em cidades do interior, beneficiando uma população de dois milhões; e a construção de 816km de adutoras.

José Maranhão ressaltou o pioneirismo do DNOCS em diversas áreas, tais como a introdução da técnica de construção de barragens de terra no Brasil e a implantação do primeiro laboratório de solos na América Latina. Segundo afirmou, todo esse conjunto de obras e serviços prestados à comunidade nordestina custaram aos cofres públicos, através de recursos alocados ao DNOCS, ao longo de um século de história, 29 bilhões de dólares, em valores atualizados. “Se estabelecermos uma relação entre os valores investidos e a produção de água no Semiárido, teremos um custo de $1,09 dólares por metro cúbico de água acumulada, o que é um valor irrisório pela importância da obra e pelos custos correntes em sistemas de abastecimento de água no mundo inteiro”, destacou o senador.

Fonte: Asscom